Blog do seminário Cultura Expressiva no Espaço Transcultural Lusófono do Instituto de Etnomusicologia - Música e Dança, na Univ. Nova de Lisboa Prof. Dout. Frederick Moehn Imagem: Capa do disco Comfusões, produzido por Maurício Pacheco, Remixes brasileiros de canções clássicas angolanas.
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In chapter 5 of her book Intonations, Marissa Moorman illustrates the role of radio and records in imagining a new Angola. Pointing at the (late) development of a local recording industry and the transnational spread of radio broadcasting, Moorman lucidly demonstrates how cultural technology (which she dubs ‘sonorous capitalism’) linked Luanda with other African cities, anticolonial sentiments and with the guerrilla struggle. As Moorman says, “radio broadens geographically and socially”. In pre-independence times, radio allowed to cope with physical and social, uniting people nationally and influencing them transnationally.
ResponderEliminarIt is the latter, transnational element, that I find most revealing. Radio produced in Angola was only one of many broadcasts that Angolans turned in to. African-wise, radio waves from Egypt, Zaire, Zambia, Tanzania and Ghana also reached Angolan listeners. Kinshasa and Congo-Brazzaville, two ‘nearby’ capitals, were especially important. Kinshasa, and with it Belgian Congo, for example, was declared independent in 1960. In the same year, Congo-Brazzaville, and with it the former French region of Middle Congo, became the Republic of the Congo. From these newly independent territories, cultural and political elements traveled the same routes to Luanda, eluding the Portuguese colonizer. Moorman shows how Congolese broadcasts sparked political imagination (anti-colonialism, pan-africanism and independency; opposition to Europe and ideas of Portuguese empire; Angolans identifying themselves with the Congolese), while the Congelese musics emitted did the same culturally (Programa Angola Combatente, radio broadcast from Congo-Brazzaville, played the music that was popular in Luanda; vinyl records arrived from Kinshasa and Brazzaville, while radio broadcasts also contained Latin American music).
Finally, Moorman shows that the media in other African countries was already independent at at the time that Angolan records were still largely produced in Portugal. Despite its late time of arrival, the local production of sounds in a Angolan-based record industry gave a boost to musical creativity. It helped to define Angolanidade in a political and cultural sense, inherently linking popular culture to the surge of a new African nation.
No seu quinto capítulo, Marisa Moorman fala-nos do estabelecimento do sentimento de nação e do conceito de "angolaneidade" em Angola através da confluência conjunta de dinâmicas tecnológicas, culturais, sociais e políticas. A existência da disseminação através da rádio e a comercialização dos próprios suportes (rádio transistores)a baixo preço foi fundamental neste processo, assim como a chegada de uma indústria discográfica nacional.
ResponderEliminarO livro comunidades imaginadas de Benedic Anderson teve sua primeira edição em 1983 e tornou-se uma obra intemporal, cuja leitura é obrigatória a qualquer investigador que pretenda compreender a construção social dos estados-nação. Noorman realizou uma leitura muito criativa da obra de Anderson e conseguiu adaptar com eficiência o conceito de comunidades imaginadas ao caso Angolano através da música. Segundo Anderson a literatura imprensa, em particular a circulação de jornais e periódicos, tiveram um papel simbólico importante na construção do conceito de comunidade nacional, ideia que Noorman utilizou para música angolana como instrumento de construção de um sentimento de pertença. O argumento central da autora postula que o “sonorous capitalism” através a rádio e da indústria discográfica foi o motor que disseminou a música como meio de imaginar a nação angolana. Destacamos a importância da música de intervenção como instrumento de acção revolucionária em vários contextos, como foi o caso de José Afonso em Portugal e Geraldo Vandré no Brasil. Noorman destaca as preocupações da PIDE, polícia política portuguesa, os programas subversivos como o programa Angola combatente e as estratégias de contra informação geradas pelo sistema colonial.
ResponderEliminarO texto desta semana, muito interesante, aborda o conceito de comunidade nacional angolana através da música que haje no centro catalizador das questões politicas e sociais.
ResponderEliminarO eixo central de Moormann é a música como instrumento revolucionário.